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Notícias/POLÍTICA20/10/2026· KF News

Flávio Bolsonaro pede acesso a inquérito sigiloso sobre suspeita de lavagem de dinheiro no STF

Foto: Daniel Dan/Pexels

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, acesso aos autos de um inquérito sigiloso que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador. A informação foi publicada pela CNN Brasil e confirmada pela Jovem Pan.

A investigação chegou ao STF em 8 de outubro e foi distribuída a Moraes no dia 16. Segundo integrantes da campanha de Flávio, o processo avançou muito rápido e já tinha diligências em andamento antes mesmo de o Ministério Público ser notificado. Aliados do candidato estão preocupados com a possibilidade de Moraes tomar alguma decisão antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

O inquérito é um desdobramento de uma investigação da PF no Rio Grande do Sul, que apura suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro ligadas a plataformas de apostas esportivas. A PF identificou que Willer controlaria a Rede Loto, empresa de apostas autorizada a operar no Rio de Janeiro em 2023. A partir da quebra do sigilo telemático do advogado, investigadores encontraram mensagens, e-mails e registros que apontam vínculos com Flávio, incluindo viagens, encontros e reuniões.

Um dos e-mails obtidos mostra que Flávio estava cadastrado como "usuário master" em uma conta no Santander vinculada à empresa Alcazar Holdings, administrada por Willer. Em maio de 2025, uma funcionária do advogado pediu ao banco a retirada do nome do senador do cadastro. Os dois negam ter compartilhado conta bancária.

A PF registrou ainda ao menos 5 viagens internacionais dos dois em 2025, com destinos como Estados Unidos, África do Sul, Portugal e França. Documentos indicam que empresas ligadas a Willer participaram do pagamento de passagens de Flávio e de familiares.

Em nota, Flávio afirmou que a relação com Willer é apenas de amizade entre as famílias e chamou as acusações de "fake news". Willer também negou irregularidades e criticou o vazamento da investigação num domingo, horas antes de um debate entre os candidatos à Presidência.

Fonte: Jovem Pan