
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais colocou lenha na fogueira da disputa pela chefia da PGR, a Procuradoria-Geral da República. O mandato de Paulo Gonet termina em dezembro de 2027, mas as campanhas já estão de olho no cargo. O assunto veio à tona depois que a Polícia Federal extraiu mensagens do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mencionavam o nome de Gonet. Nos diálogos, o advogado Ciro Soares manda ao ex-banqueiro fotos com Gonet e mensagens atribuídas a ele. O PGR afirmou ter falado com Vorcaro apenas uma vez, de forma rápida e sem importância, num evento de 2024 bancado pelo próprio ex-banqueiro. O caso gerou um pedido de investigação no Conselho Superior do MPF, que rejeitou a abertura de apuração por 5 votos a 4. O placar apertado foi visto internamente como desgastante para Gonet, e a sessão gerou críticas à postura do procurador. Com Flávio Bolsonaro (PL) na frente de Lula (PT) no primeiro turno, a campanha bolsonarista já analisa nomes. O preferido seria alguém no perfil de Lindôra Araújo, ex-vice-procuradora no governo Aras, mas ela completa 75 anos em dezembro de 2026 e terá que se aposentar, o que a impede de assumir o cargo. O próprio Augusto Aras, que foi PGR por dois mandatos sob indicação de Jair Bolsonaro, é visto por colegas como uma aposta segura para Flávio. Aras tem 67 anos, preenche os requisitos e segue na ativa no MPF, além de ter sido aprovado como professor catedrático na UnB. Para um eventual governo Lula, o candidato mais óbvio seria o vice-procurador Hindemburgo Chateaubriand, embora outros subprocuradores já tenham se colocado à disposição do presidente. A associação de procuradores, a ANPR, deve retomar a elaboração de listas tríplices com sugestões de nomes para o cargo ainda no primeiro semestre do próximo ano.
Fonte: Jornal de Brasília




